AMARRAÇÃO AO MELHOR DOS PAIS

 


Tive uma mãe extraordinária, mas nunca poupei nela seus erros; tinha tanta aproximação dela, e confiança, que a corregia sempre, com muito amor e respeito, na base da Bíblia, e ela sempre recebia meu apascentamento cristão, elogiando-me e louvando a Deus.

Já com o meu pai sempre houve intransponíveis muralhas. Ele era muito macho, e praticamente inacessível, e me batia muito, porque era o filho de onze o mais parecido em tudo à minha mãe, e dos mais bondosos o mais refinado, delicado e aparentemente mulher. Um dia Deus organizou sua partida, para a qual me usou para tirá-lo do coma instantaneamente, e prepará-lo para ir com Jesus, e nesse ato ficamos reconciliados e curados tão completamente, que ele partiu em paz e eu nunca mais senti nada ruim contra ele, e posso até afirmar que não me faz falta, mas se voltasse, o abraçaria gritando um <Pai. Te amo!>.

É comum as pessoas guardarem mais aceitação de um dos pais e menos ou nada do outro. Todo cristão deveria se curar das feridas de sua alma, mas os que aspiram liderar, ou sentem ser chamados para liderar, não podem conviver com conflitos interiores com nenhum deles.

Quando você não consegue se libertar das marcas de dores psíquicas contra um dos pais, o mecanismo de escape natural será encontrar um super ídolo no outro. Muito mais quando MAMOM condimenta sua predileção por aquele que lhe tratou melhor, ou lhe deixou uma herança material, ou simbólica, interessante. A herança simbólica de minha mãe é incalculável, mas felizmente não sinto nenhuma necessidade de que ela volte a mim. Sou macho, com um DNA muito elevado da parte dela, e seguirei sendo o que sou, pela graça de Deus.

Todos os humanos também obtemos uma herança maldita que mediante nossa regeneração fica submetida à nossa nova vida em Cristo, e logo, sabendo como “colocar a mente [da alma caída] no espírito” regenerado [Romanos 8. 6], constantemente nos libertamos da maldição, mantemos a bênção recebida deles, mas purificada, e o novo Espírito no novo Coração ganhando o domínio pessoal.

Entretanto, ainda há cristãos que conservam idolatria ao melhor pai, e a pior idolatria que esse filho, essa filha necessitam renunciar e se libertar dela, é a CONVICÇÃO. O manter o perfil de ideias, convicções e experiencias de um dos pais, alimentados pelos traumas gerados pela outra parte dos pais. Por um lado, nessa pessoa há uma irreconciliável frustração do pai ou da mãe com quem não compatibilizamos. Por outro, a bondade e a riqueza do legado do outro pai devem ser DESMITIFICADAS, para que a gente seja SI MESMO, e não esse pai “bom” ou mãe “melhor”. Ainda um terceiro pecado aninha e cresce como maldição em nós quando não buscamos nossa cura e libertação, e é o… Nos acostumar a fazer juízos injustos. A amarra que um filho, uma filha tiver com o melhor dos pais, é uma condena do outro quando que é Deus quem perdoa, salva e pune. Nosso “eu” caído, corrupto e perverso pode nos levar a mandar ao Inferno um de nossos progenitores, acarretando-nos condenação divina e uma vida pesada de pesos desnecessários e destrutivos.

Meu pai nunca gastou um só minuto com nenhum dos filhos para lembrar de seu passado, e só viveu sua nova vida calado, formatada moralidade e ética e não vida de Deus. Minha mãe transpirava a nova vida de Cristo nela, com ele e conosco os filhos e os netos. Mas, que seria de mim se ele tivesse vindo perseguido pelo Comunismo da Europa, e sofrido a resistência da terra em seus primeiros anos de migrante no bondoso Brasil? Sei lá porque era tão cruel comigo, mas meu dever cristão é jamais condená-lo, mas também não zelar pelo seu DNA. Suas verdades não devem passar a ser minhas convicções de vida, porque tamanha idolatria só nos faz “descuidados de nossa salvação” [Hb. 2. 3], inimigos do Deus que nos salva e perdoa, e juízes injustos que deveremos prestar conta no Dia Final, por guardar o vínculo maldito de uma personalidade alheia traumatizada, e ainda pior, manejado ele em toda nossa vida, para julgar e condenar os outros. Entre a herança de um dos pais que manteve dores traumatizantes somados a algum benefício à gente, e condenar ao outro pelas suas ofensas a nós, e receber a herança de Cristo para viver Sua vida, claro que o cristão deve priorizar a herança de Cristo que é perdão, salvação, amor e bondade, em quatro linhas.  

 

  

     

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