O Anjo jura: Não há mais tempo!

 


A antiga Igreja de há meio século atrás, era legalista, e conservadora, mas genuína. Os que se convertiam, era de verdade. Eram santificados genuínos, e o que lhes faltava, os irmãos ajudavam a alcança-lo. Mas, todo produto falsificado, é como colher banhada em aço, mas não de aço. Brilha, mas quebra fácil. Assim era o evangelho no que a maioria dos cristãos de hoje temos nos convertido; na essência, nem os pentecostais duvidavam de sua salvação, e nem menosprezavam sua santificação. Os múltiplos hinos de seus hinários confirmam.

A maioria dos que vinham da Europa em Cristo Jesus, criavam suas gerações na mesma fé, e os que recebiam a Jesus aqui, viravam fieis cristãos também. Só que o evangelho que todos eles, e eu, e minhas gerações ouvimos e temos crido, era como a sala de espera dos consultórios médicos. Vimos ao médico e salvador Jesus apenas de passagem, nos encantou, e aguardamos por ele, mas nunca tivemos intimidade com ele. Cumprir uma receita não é o bastante para podermos dizer que o tal é o nosso “médico de cabeceira”.

Ao redor da década de 1810/30 nossos países do Cone Sul se libertaram dos colonizadores da Europa, e desde então, nunca pararam de ser invadidos pela Primeira Potência e suas potencias aliadas ou amigas, como Alemanha, Itália, Japão, Suécia, Dinamarca, França, Portugal, Espanha, e o que trouxeram de religião foi o catolicismo romano, religiões ortodoxas, o pentecostalismo fundamentalista, e desde os EUA o Evangelicalismo. Todas essas nações e potencias “evangelizavam como antes das Guerras Mundiais, usando a religião como palanque político, e aos religiosos como bucha de canhão.

Chego um tempo em que nos quiseram enforcar com a corda da economia, a fim de nos manter seus escravos, e aí surgiu a Teologia da Libertação, com muitos liberalistas econômicos infiltrados, porque eles jamais nos deixariam ser livres, para que trabalhássemos para eles. Passaram alguns anos, a Teologia da Prosperidade puramente capitalista reagiu, para que os latino-americanos não tivéssemos sequer um tempo de alívio de seu jugo, e não só que continuássemos seus escravos, como que nem tentássemos nos libertar.

Nesse contexto, o que tínhamos era o Evangelicalismo, não o Evangelho de Jesus Cristo. Não foi o trabalho que fez dos europeus na América Latina prósperos, senão seu vínculo racial, estruturado no aspecto da política dos ganhadores da Segunda Guerra Mundial, e no aspecto da religiosidade de milênios. A mentalidade materialista os fazia pensar só no aqui e agora, e com algumas restrições morais e religiosas, sentir-se moralmente corretos, e crer-se culturalmente superiores.

Na nossa região surgiu a criolagem, que são os filhos e descendentes dos europeus e estadunidenses casados com alguém do indigenismo, ou entre eles. Estes herdaram de graça quase tudo do sacrifício dos migrantes na região, e em ambos os casos, os nossos países, com vastos territórios sem população, receberam aos imigrantes dando-lhes terras e recursos, e até créditos bancários para que se estabelecessem na região. Neste contexto, vocês já devem estar imaginando o monte de abandonados, descuidados e até perseguidos pelos Governos e a população já afiançada e muitos habitantes prósperos. No mesmo contexto pegou muito bem a Teologia da Libertação, e também a Teologia da Prosperidade, mas o motor de toda esta história, e de cada detalhe da supervivência humana na região de ricos e pobres, trabalhadores e patrões, era, e ainda é a FILOSOFIA CAPITALISTA.

Hoje os imigrantes europeus, principalmente, são um Estado Paralelo onde toda a riqueza de nossos solos territoriais passam de geração para geração de seus descendentes, o Comunismo tentou se instalar na região e não consegue, e quando consegue, vai mais rápido à mesma meta do Capitalismo. A mentalidade capitalista domina a quase toda a população regional, as escolas, as universidades, as contendas de botecos, nos antros da prostituição e as drogas, e nas igrejas e religiões. Também os crioulos e mestiços mais prósperos fingem ser patriotas, fugando dinheiro e ouro a paraísos fiscais do exterior, a maioria dos mais prósperos fazem férias regularmente, no estrangeiro, e ao redor da metade da população regional, ou ainda mais, ficam chupando manga no Natal e Ano Novo, porque apenas conseguem pagar suas dívidas de sobrevivência, e nas suas igrejas, devem cumprir o rito do mantimento do sistema capitalista com seus dízimos e ofertas, e trabalhos voluntários. E uma grande maioria deles não tem casa própria, e tampouco renda mensal estável. O deus MAMOM que trará o Anticristo não afrouxa, e os seus mais prósperos adoradores se acham superiores. Aqueles para os que podem desfrutar de ser crioulos, e até mesmo imigrantes, e os que conseguiram se manter religiosos e até donos de igrejas, e escalar hierarquias clericais, como o Papa argentino, chamam aos últimos de suas linhagens e aos indígenas, vagabundos, usurpadores de terras alheias, e fazem destes, vultos que incomodam e gastam tempo, dinheiro e espaço dos outros; mas são estes que na hora de uma guerra, seja para conquistar ser Potencia, ou conservar seu lugar na elite, são usados como bucha de canhão pelo “Veio da Havan”, os Bancos, os empresários “exitosos”, a hierarquia militar, os chefes religiosos, e os políticos caciques até o extermínio dos pobres e o estabelecimento definitivo do “discurso único”, a ditadura do Anticristo, o casamento definitivo da política com a religião, a economia só nas mãos dos mais ricos, mas, na aparência, moralmente corretos. Tudo mudou. Mas, para pior. Já não nos odiamos nem somos intolerantes por causa de raça, costumes, línguas, nem por divisão em classes sociais, senão entre seguidores de um Cristo capitalista e milicianos do Anticristo libertador dos que sofrem no meio do “pobretário imoral”. Poucos ainda calçamos sandálias pelo Evangelho da Paz, até logo. Apocalipse 10. 4-7.  

 https://youtu.be/Nrh3B6AWWws

Tito Berry      

   

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