Culto à mentira dá razão ao Isolamento Social


Que ao mal chamem bem e ao bem mal, é minimamente intranscendente através dos tempos, e pouco impacta atribuir essa sentença aos tempos atuais, posto que isto sempre foi assim. O grave mesmo é que o ser humano ame a mentira hoje, como nunca antes.

Existe hoje, um culto à mentira que dá razão ao Isolamento Social. Uma espécie de maldade proposital de ódio à verdade. Algo assim como uma autodefesa de falsidades, aparências e impostações, que as pessoas se determinam manter, custe o que custar, se oponha quem se opuser. Em conclusão, trata-se da egolatria, e um isolamento exclusivo e excludente de todos os demais, transcendendo o individual.

Parece que o ser humano não quer mais saber de viver em sociedade. Talvez esmagado pela sociedade vã, talvez aprendeu a enriquecer exponencialmente, e o deus Mamom o deslumbra, sentindo-se poder chegar a ser deus, o que o impele a criar seu mundo próprio montando barracas em terrenos alheios.

Chamar mal ao bem e bem ao mal, termina sendo questão de sobrevivência, mas amar à mentira está intimamente comprometido com o próprio Diabo e o plano satânico de se opor a Deus desde quando o Diabo era um anjo de luz no céu, privilegiado por Deus. O anjo caído pecou, e leva milênios tentando culpar a Deus, e para parecer vítima, se vale de milhões de humanos “bestas”. Trocar o bem pelo mal, obriga a que se troque o mal para ser categorizado e respeitado como bem, fala de frutos de uma árvore daninha, mas esta árvore é a mentira, a própria natureza do Diabo.

As pessoas mais prudentes não gostariam de que, se por emergência manifestem uma predileção pelo mal, logo sejam chamadas de mentirosas. Assim também é ofensivo e inexato chamar a alguém de ladrão, por haver-se apropriado de uma caneta alheia. Eu tratei o caso de um funcionário público totalmente próximo ao presidente da república pela surripiada de uma caneta, e não o condenei, senão que orientei-o a resolver o problema em paz consigo mesmo. As pessoas sempre são acusadas por sua própria consciência e pelo Diabo. Agora vamos aceitar que um amigo íntimo, um irmão na fé nos acuse pelo cisco no olho alheio, mantendo um tronco no seu?

Certamente, cada vez que você persiste em chamar a outro de ladrão, mentiroso ou adúltero, está sendo “ministro de Satanás” em contra de Deus, a Verdade. Até porque não somos juízes, e carecemos da faculdade de julgar a juízes, inocentando um corrupto e sacramentando-o, na mesma vez que demonizando a quem o juiz injusto quer provar culpável. Em Jó 2. 9 a frase em latim referente à mulher de Jó, é “diabolôs adiutrix”, que significa “mulher do Diabo”. Quando ela convidava a Jó se suicidar, deixava de ser sua “ajudadora idônea” e passava a ser “esposa de Satanás”.

Os cristãos somos a Esposa de Cristo, a Verdade, e bater na tecla de fulano é ladrão, como mínimo fará que Jó prescinda de você, case com outra, e tenha as filhas mais lindas do planeta e chegue a ser o homem mais rico da terra, e até ter a aprovação da paciência do Senhor naquilo que para com você Deus não tenha paciência; ou seja, que Deus use de predileção para defender àquele que se prostra diante dele e não daquele que não para de acusar a quem nem sabe se é verdade ou não que roubou. Edificar uma mentira como monumento de pedra, é manipulação do réu para que se auto-convença do que queremos que creia de si. 

O espírito que domina aos que vivem acusando a outros por roubo, mentira ou adultério é luciferiano, mas o que supre em toda hora aos que amam a Verdade, é o do Filho de Deus, a Luz, à qual os humildes vêm, sem medo a ser descobertos em pecados diante daquele que veio para perdoar e salvar e não condenar.

Tito Berry      

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