Por que o cristão deve julgar a política desde o Evangelho?


O cristão deve julgar a política desde o Evangelho porque antes de conhecer a Cristo, tínhamos uma única cidadania, que nos habilitava a ser Direitistas ou Esquerdistas legitimamente, mas, desde o momento em que vimos a Cristo, a Cidadania Celestial deve nos governar para a Cidadania Terrena; senão, apagamos o que com a mão escrevemos, com o cotovelo, ou seja, negamos a fé, e seguimos vivendo mundanamente.

Não confundamos atitude e viver o Evangelho com o fictício plano de levar o Reino de Deus à política, que só é legítimo como sal e luz.

O sal é imperceptível nos alimentos; não se o vê, mas está neles, e faz toda a diferença. A luz deve estar como uma cidade na colina, acima das trevas do mundo, incluído o Estado. A Igreja não é superior ao Estado politicamente, senão como luz, que sempre nas Escrituras se interliga com o gozo e a verdade. E gozo inclui alegria, satisfação, paz e completação de vida. Como luz, a Igreja deve repreender as trevas, quase nunca com palavras e mais com o exemplo, e o primeiro exemplo que ela deve dar é o da UNICIDADE: Igreja UNA por cidades. O segundo exemplo, necessariamente, deve ser a UNIDADE, posto que precisamos respeitar o mundo organizado de hoje, que obriga as denominações. Como terceiro exemplo, creio poder afirmar que seja o Viver como Igreja e não como clube, associação, empresa ou partido político. A Igreja exponencialmente dividida de hoje, não tem nem a mínima autoridade de ser luz e sal nas trevas do Estado.

A Igreja Católica se vê maior que os Estados, e também entre os ‘evangélicos” e protestantes há uma corrente enganada com que entrar para a política seja “estender o Reino de Deus”. Se um cristão vai à política como Direitista ou como Esquerdista, não estende nada de Deus. A Extensão do Reino de Deus é ir a viver o Evangelho nesse espaço.

A pior distorção da verdade bíblica é criarem a “bancada evangélica”. O Evangelho se vive em atitudes, ações, pregação e ensino, respeitando as regras e os limites dos espaços, e não discutindo com antievangélicos a verdade do Evangelho, nem tentando impô-la. Imagine uma diarista cristã quebrando as regras da casa para poder pregar uma mensagem cada vez que a família tenha que enfrenta-la por algo que a desagrade...

Ainda acrescento dois itens mais neste assunto, nesta breve meditação:

1.                Irmão em Cristo nenhum deve ir à política sem o compromisso de viver pastoreado pela Igreja, e aceitar as disciplinas que ela o imponha, como também levar ao Estado a posição da Igreja e não a dele própria.

2.                Ele não pode esgrimir que representa “a fé evangélica” ou “aos evangélicos”, porque não existe evangélicos totalmente ajustados ao Evangelho, nem Igreja UNA, e nem Uma só Fé. Deverá preanunciar que vai a esse espaço, no máximo como representante de sua denominação.    

Cuide-se dos “obreiros fraudulentos” [2 Co 11. 13], que enrolam as congregações da Igreja para seu proveito próprio, e quando no “poder” estatal, envergonham o Evangelho com suas filosofias Liberal ou Progressista!

Tito Berry

 

 

 

 

 




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